{"id":151,"date":"2012-11-01T13:20:16","date_gmt":"2012-11-01T13:20:16","guid":{"rendered":"http:\/\/mamoura.eci.ufmg.br\/inova\/?p=151"},"modified":"2013-09-25T02:31:49","modified_gmt":"2013-09-25T02:31:49","slug":"consumo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mamoura.eci.ufmg.br\/inova\/?p=151","title":{"rendered":"Consumo"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">[&#8230;] n\u00f3s compramos a m\u00eddia, compramos pela m\u00eddia e compramos em consequ\u00eancia do que vemos e ouvimos na m\u00eddia. (SILVERSTONE, 2002, p. 157).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><a href=\"http:\/\/lilinho.blogspot.com.br\/2008\/09\/mdia-influencia-o-comportamento.html\" rel=\"attachment wp-att-243\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright  wp-image-243\" title=\"midia\" src=\"http:\/\/mamoura.eci.ufmg.br\/inova\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/midia-288x300.jpg\" alt=\"\" width=\"230\" height=\"240\" srcset=\"https:\/\/mamoura.eci.ufmg.br\/inova\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/midia-288x300.jpg 288w, https:\/\/mamoura.eci.ufmg.br\/inova\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/midia.jpg 360w\" sizes=\"(max-width: 230px) 100vw, 230px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao trabalhar com a ideia de consumo, Silverstone (2002) \u2013 adota uma postura cr\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o a seu objeto de estudo \u2013, apresenta defini\u00e7\u00f5es e levanta importantes quest\u00f5es acerca do tema a partir da an\u00e1lise da forma como o consumo est\u00e1 presente na vida social. Nesse cap\u00edtulo, destacamos as express\u00f5es: media\u00e7\u00e3o, engajamento do consumidor e nova geografia do consumo \u2013 sobreposi\u00e7\u00e3o do tempo e do espa\u00e7o \u2013, por entendermos que tais concep\u00e7\u00f5es sintetizam a abordagem do autor e s\u00e3o centrais para o desenvolvimento do estudo.\u00a0<!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Silverstone (2002), o consumo \u00e9 uma forma de media\u00e7\u00e3o por meio da qual constru\u00edmos nossos significados, \u00e0 medida que traduzimos e transformamos os valores dos objetos e servi\u00e7os em linguagem pessoal. Esse movimento de significado acontece de modo t\u00e3o efetivo que a identidade, como personalidade e <em>status<\/em> social, de um indiv\u00edduo pode ser revelada a partir do consumo, como o autor conclui: \u201cSou o que compro, n\u00e3o mais o que falo ou, de fato, penso.\u201d (SILVERSTONE, 2002, p. 150).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste contexto, consumo \u00e9 concebido como uma atividade social que implica, n\u00e3o apenas, uma exterioriza\u00e7\u00e3o \u2013 \u201cnossa capacidade de exibir os produtos de nossa habilidade como consumidores competentes\u201d (SILVERSTONE, 2002, p. 158) \u2013, como tamb\u00e9m, uma preocupa\u00e7\u00e3o em partilhar nossas experi\u00eancias adquiridas no processo de consumo, \u201cque propicia um momento de sociabilidade numa vida, em outros aspectos, solit\u00e1ria.\u201d (SILVERSTONE, 2002, p.158). \u00c0 esses apontamentos do autor, n\u00f3s atribu\u00edmos a ideia de engajamento do consumidor, por tratarem-se de comportamentos que v\u00e3o al\u00e9m do ato da compra. H\u00e1 intera\u00e7\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o do consumidor.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/oconsumidor.xpg.uol.com.br\/\" rel=\"attachment wp-att-244\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-244 alignleft\" title=\"consumo\" src=\"http:\/\/mamoura.eci.ufmg.br\/inova\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/consumo-300x234.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"234\" srcset=\"https:\/\/mamoura.eci.ufmg.br\/inova\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/consumo-300x234.jpg 300w, https:\/\/mamoura.eci.ufmg.br\/inova\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/consumo.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Consumo, ainda, \u00e9 tomado como uma pr\u00e1tica social que se torna um h\u00e1bito. Ele \u00e9 regulado pelas sociedades que criaram mecanismo para fazer com que fossem determinados os dias apropriados para consumirmos determinado tipo de produto, conduzindo, em parte, nossas decis\u00f5es de compra. Nesse sentido, Silverstone (2002, p.153) afirma que o calend\u00e1rio \u00e9 marcado por eventos e rituais que real\u00e7am o processo de consumo, o que o leva a concluir que tudo se reduz a comprar e \u00e0s melhores maneiras e ocasi\u00f5es de faz\u00ea-lo. Por esse prisma, pode-se dizer que, de certo modo, o consumo organiza a vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No que diz respeito \u00e0 nova geografia do consumo, Silverstone (2002) a define como:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">[&#8230;] uma geografia das redes de distribui\u00e7\u00e3o global e de uma infinidade de decis\u00f5es de consumo; uma geografia que vincula a loja da esquina \u00e0 rede de distribui\u00e7\u00e3o global; uma geografia de <em>shopping centers<\/em> e lojas de departamentos, de <em>teleshopping<\/em> e com\u00e9rcio eletr\u00f4nico; uma geografia em que o tempo se restringe aos micromovimentos do ciclo do produto e da obsolesc\u00eancia administrada; uma geografia esp\u00e1cio-temporal limitada \u00e0s min\u00facias da participa\u00e7\u00e3o no mercado e da satisfa\u00e7\u00e3o do fregu\u00eas; \u00e0 correspond\u00eancia de imagem e identidade; e \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o pontuais do vestu\u00e1rio da \u00faltima moda que liga necessidades locais \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o global e vice-versa, claro. (SILVERSTONE, 2002, p.149).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa perspectiva, o tempo e espa\u00e7o seguem ritmos diferentes dos naturais. Para o autor, os objetos que valorizamos e compramos configuram um tipo contradit\u00f3rio e complexo de temporalidade: o tempo que regula o consumo \u00e9, ao mesmo tempo, cont\u00ednuo e ef\u00eamero. Assim, os canais de compra que oferecem com\u00e9rcio eletr\u00f4nico n\u00e3o possuem tabela de hor\u00e1rios ou ritmos naturais, pelo contr\u00e1rio, s\u00e3o ilimitados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como Silverstone (2002) afirma, o trabalho agora \u00e9 cont\u00ednuo. Nessa caracter\u00edstica pode-se incluir, tamb\u00e9m, o consumo \u2013 n\u00e3o somente, em termos de tempo, mas de espa\u00e7o \u2013 haja vista a possibilidade de comprar a qualquer hora e lugar atrav\u00e9s da Internet.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, todos estes aspectos apontados pelo autor levaram-nos a observar a complexidade envolvida no tema e a refletir criticamente sobre a concep\u00e7\u00e3o de consumo, o que, talvez, tenha sido sua maior contribui\u00e7\u00e3o, uma vez que nos permitiu pensar o assunto sob um \u00e2ngulo diferente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr style=\"padding: 1px; background-color: #ccff66;\" \/>\n<p><strong>Refer\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p id=\"paragraph\" style=\"text-align: justify;\">SILVERSTONE, Roger. Consumo. In: ______.\u00a0<em>Por que estudar a m\u00eddia?<\/em>\u00a0Tradu\u00e7\u00e3o de Milton Camargo Mota. S\u00e3o Paulo: Edi\u00e7\u00f5es Loyola, 2002. cap. 9, p. 147-163. T\u00edtulo original: Why study the media?<\/p>\n<hr style=\"padding: 1px; background-color: #ccff66;\" \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao trabalhar com a ideia de consumo, Silverstone (2002) \u2013 adota uma postura cr\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o a seu objeto de estudo \u2013, apresenta defini\u00e7\u00f5es e levanta importantes quest\u00f5es acerca do tema a partir da an\u00e1lise da forma como o consumo est\u00e1 presente na vida social. Nesse cap\u00edtulo, destacamos as express\u00f5es: media\u00e7\u00e3o, engajamento do consumidor e nova geografia do consumo \u2013 sobreposi\u00e7\u00e3o do tempo e do espa\u00e7o \u2013, por entendermos que tais concep\u00e7\u00f5es sintetizam a abordagem do autor e s\u00e3o centrais para o desenvolvimento do estudo. <\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[14],"tags":[6,7,8],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mamoura.eci.ufmg.br\/inova\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/151"}],"collection":[{"href":"https:\/\/mamoura.eci.ufmg.br\/inova\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mamoura.eci.ufmg.br\/inova\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mamoura.eci.ufmg.br\/inova\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mamoura.eci.ufmg.br\/inova\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=151"}],"version-history":[{"count":40,"href":"https:\/\/mamoura.eci.ufmg.br\/inova\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/151\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":653,"href":"https:\/\/mamoura.eci.ufmg.br\/inova\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/151\/revisions\/653"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mamoura.eci.ufmg.br\/inova\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=151"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mamoura.eci.ufmg.br\/inova\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=151"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mamoura.eci.ufmg.br\/inova\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=151"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}