China

A República Popular da China é o maior país da Ásia Oriental e o mais populoso do mundo, com quase um quinto da população da Terra. Trata-se de uma república socialista, governada pelo Partido Comunista da China (PCC) sob um sistema unipartidário. A língua oficial nacional é o mandarim padrão, uma variante do mandarim baseada no dialeto de Pequim.

Fundada em 1911, a República da China governou até 1949. Em 1945, adquiriu Taiwan do Império do Japão. Porém, após a Guerra Civil Chinesa (1946-1949) o Partido Comunista estabeleceu a República Popular da China, em Pequim, em 1 de outubro de 1949. Desde então, a jurisdição da República da China está limitada à Taiwan e algumas ilhas periféricas (incluindo Penghu, Kinmen e Matsu), sendo que o país recebe reconhecimento diplomático limitado ao redor do mundo.

O governo chinês tem sido descrito como comunista e socialista, mas também como autoritário, com fortes restrições remanescentes em muitas áreas, principalmente em relação à internet, imprensa, liberdade de reunião, direitos reprodutivos e liberdade de religião.

O país é governado pelo Partido Comunista da China, cujo poder está consagrado na Constituição. O sistema eleitoral é hierárquico, segundo o qual os Congressos Populares locais são eleitos diretamente e todos os níveis mais elevados de Congresso Popular até a Assembleia Popular Nacional (APN) são eleitos indiretamente pelo Congresso Popular de nível imediatamente inferior. O sistema político é parcialmente descentralizado.

A República Popular da China (RPC) tem o controle administrativo sobre 22 províncias e considera Taiwan como a sua 23ª, apesar de a ilha ser atualmente administrada pela República da China (RC), que contesta a alegação da RPC. A China também tem cinco subdivisões oficialmente denominadas regiões; quatro municípios e duas Regiões Administrativas Especiais (RAE), que possuem um alto grau de autonomia política. Estas 22 províncias, cinco regiões autônomas e quatro municípios podem ser referidos coletivamente como “China continental”, um termo que geralmente exclui as RAE de Hong Kong e Macau. Nenhuma dessas divisões são reconhecidas pelo governo da RC, que reivindica a totalidade do território da RPC.

Terceiro maior país do mundo em área terrestre, o país possui uma grande variedade de paisagens. Ao norte, seco e frio, há florestas de estepes e desertos. Ao sul, úmido e quente, encontram-se florestas subtropicais. Á oeste, o terreno é de alta altitude, onde há cordilheiras importantes, especialmente o Himalaia, formando fronteiras naturais entre a China, a Índia e a Ásia Central. Em contraste, o litoral leste é de baixa altitude com extensas planícies aluviais densamente povoadas.

Por causa de sua extensa e complexa topografia, o país possui climas diferentes que variam de região para região. Todavia, predominam as estações secas e monções úmidas.

A China reconhece oficialmente 56 grupos étnicos distintos, sendo o maior deles os chineses da etnia han, que constituem cerca de 91,51% da população total do país. De acordo com o censo de 2010, dos cidadãos estrangeiros, grande parte é proveniente da Coreia do Sul, dos Estados Unidos e do Japão.

O governo permite um grau limitado de liberdade religiosa, porém a tolerância oficial só é estendida aos membros de organizações religiosas aprovadas pelo Estado. É difícil se obter o número exato de seguidores de grupos religiosos devido à falta de dados oficiais, mas há um consenso geral de que as religiões tradicionais — budismo, confucionismo, taoismo e a religião tradicional chinesa — são as dominantes.

Quanto à economia, o Produto Interno Bruto (PIB) da China atingiu US$ 8,28 trilhões em 2012 (com crescimento de 7,8%), fazendo deste país a segunda maior economia do mundo. Estas cifras apontam que a economia chinesa representa atualmente cerca de 15% da economia mundial.

Todavia, como anunciado pelo G1, segundo Bureau Nacional de Estatísticas (NOS), o crescimento do PIB desacelerou no terceiro trimestre deste ano. “A economia registrou uma dinâmica de crescimento estável nos três primeiros trimestres de 2014 (…), mas a situação – tanto interna como externa – segue muito difícil e nosso desenvolvimento enfrenta numerosos desafios”, destaca o Bureau.

De acordo com o G1, o Banco Mundial anunciou a redução de suas perspectivas para o crescimento econômico do país, que ficará em 7,4% neste ano e 7,2% em 2015, anteriormente, 7,6% e 7,5% respectivamente. Os novos cálculos do Banco Mundial se baseiam no aumento dos esforços do governo chinês por reorientar sua economia para um ritmo de crescimento mais sustentável e equilibrado.

O rápido crescimento do país tem tirado centenas de milhões de pessoas da pobreza desde 1978. Hoje, cerca de 10% da população chinesa vive abaixo da linha de pobreza, uma queda de 64% em relação aos níveis de 1978. O desemprego urbano na China caiu para 4% no final de 2007, embora o desemprego global real seja de cerca de 10%.

Preocupado com o crescimento populacional e escassez de recursos naturais, o governo implementou uma política rigorosa de planejamento familiar, conhecida como “política do filho único”. No entanto, essa estratégia encontra resistência, particularmente nas áreas rurais do país, por causa da necessidade de trabalho agrícola.

O sucesso comercial da China se deve principalmente ao seu baixo custo de produção. São atribuídos uma combinação de fatores como mão-de-obra de baixo custo, boa infraestrutura, bom nível de tecnologia, alta produtividade, em alguns casos, o não pagamento de licenças comerciais, a política governamental favorável e uma moeda desvalorizada.

O crescimento econômico chinês segue o mesmo ritmo no âmbito dos negócios virtuais. De acordo com o eMarketer, instituto especializado em pesquisas de mercado, o e-commerce mundial fechou em 2013 com cerca de 1,3 bilhão de e-consumidores, sendo que 44% localizavam-se na região Ásia-Pacífico. A China concentrou a maior parte deles, com 269,4 milhões.

O mercado tende a prosperar cada vez mais, já que conta com vantagens que dificilmente seriam encontradas em outros mercados mundiais como: fretes gratuitos ou baratos, preço baixo, variedade e qualidade.

Destaca-se o site chinês AliExpress, parte do gigante Alibaba. Segundo o Ibope E-Commerce, a empresa é líder em unidades vendidas no Brasil, com 11 milhões de pedidos entre julho e setembro. Estima-se que seu faturamento tenha alcançado 330 milhões de reais no terceiro trimestre deste ano. Se continuar no mesmo ritmo em 2015, o site deve alcançar faturamento acima de 1 bilhão de reais em território brasileiro.

Segundo o presidente do Instituto, Alexandre Crivellaro, a expansão dos sites chineses no país se intensificou em 2014. Desde janeiro, a audiência do AliExpress mais que dobrou no país.

Embora apresente todos estes dados de crescimento econômico, a China enfrenta algumas dificuldades. Grande parte da população ainda vive em situação de pobreza, principalmente no campo. A utilização em larga escala de combustíveis fósseis (carvão mineral e petróleo) tem gerado um grande nível de poluição do ar. Os rios também têm sido vítimas deste crescimento econômico, apresentando altos índices de poluição. Os salários, controlados pelo governo, colocam os operários chineses entre os que recebem uma das menores remunerações do mundo.

 


Referências

BANCO Mundial reduz perspectivas de crescimento para a China. G1, 29 out. 2014. Disponível em: link. Acesso em: 03 nov. 2014.

CHINÊS AliExpress lidera em vendas pela internet no Brasil. Veja, 26 out. 2014. Disponível em: link. Acesso em: 03 nov. 2014.

FACCIN, Karen. Comércio eletrônico é o novo “negócio da China”. Gazeta do Povo, 03 ago. 2013. Disponível em: link. Acesso em: 03 nov. 2014.

FERREIRA, Caio. Comércio eletrônico chinês segue em alta. Como importar da China. Disponível em: link. Acesso em: 03 nov. 2014.

PIB da China cresce 7,3% no 3º trimestre, a menor alta em 5 anos. G1, 21 out. 2014. Disponível em: link. Acesso em: 03 nov. 2014.

Sua pesquisa. Disponível em: link. Acesso em: 03 nov. 2014.

Wikipédia. Disponível em: link. Acesso em: 03 nov. 2014.