O consumo é uma coisa de contrastes, e ocasional. É uma atividade individual e coletiva, privada e pública, que depende da destruição de bens para a produção de significados. Ele medeia entre a frugalidade e o excesso, entre a economia e a extravagância. Ele apazigua ansiedades quanto à nossa capacidade de sobreviver e prosperar no que diz respeito tanto à subsistência como ao status, mas não consegue refrear de uma vez por todas nem a ansiedade, nem a carência, nem o desejo. Pelo contrário. A terapia da compra é tanto a cura como a doença.
Referência
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SILVERSTONE, Roger. Consumo. In: ______. Por que estudar a mídia? Tradução de Milton Camargo Mota. São Paulo: Edições Loyola, 2002. cap. 9, p. 147-163. Título original: Why study the media?