Mídia

1. Silverstone (2002)

Pode-se pensar na mídia como extensões do corpo, como próteses, que aumentam o poder e a influência, mas que talvez tanto nos incapacitam como nos capacitam, enquanto nós, objetos e sujeitos da mídia, nos enredamos mais e mais no profilaticamente social. (SILVERSTONE, 2002, p. 15-16).

A mídia filtra e molda realidades cotidianas, por meio de suas representações singulares e múltiplas, fornecendo critérios, referências para a condução da vida diária, para a produção e a manutenção do senso comum. Ela nos deu palavras para dizer, as ideias para exprimir, não como uma força desencarnada operando contra nós enquanto nos ocupamos com nossos afazeres diários, mas como parte de uma realidade de que participamos, que dividimos e que sustentamos diariamente por meio de nossa fala diária, de nossas interações diárias. A mídia depende do senso comum. Ela o reproduz, recorre a ele, mas também o explora e o distorce. (SILVERSTONE, 2002, p. 20-21).

Silverstone (2002, p.156-157) afirma, ainda, que a mídia é o instrumento para nos persuadir a aumentar o nível e a intensidade de nossas atividades de consumo. Nós compramos a mídia, compramos pela mídia e compramos em consequência do que vemos e ouvimos na mídia.

 


Referência

  1. SILVERSTONE, Roger. Por que estudar a mídia? Tradução de Milton Camargo Mota. São Paulo: Edições Loyola, 2002. 302 p. Título original: Why study the media?