Localizada no extremo sul do continente africano, a República da África do Sul é banhada pelos oceanos Atlântico e Índico. Sua paisagem compreende um grande planalto composto em parte por deserto e em parte por pastagens e savanas, no ocidente. Ao sul, erguem-se as cordilheiras do Karoo e, ao leste, o Drakensberg. Ao norte, o curso do rio Limpopo serve de fronteira com o Botsuana e o Zimbabué.
Em 1998, através da Lei n.º 118, foi criado o Conselho Sul-africano de Nomes Geográficos com o objetivo de propor a mudança dos nomes de cidades, províncias e acidentes geográficos, substituindo nomes em Inglês e em Africâner por nomes baseados em línguas africanas.
Devido à sua variada topografia e pela influência oceânica, o país possui diferentes zonas climáticas, que variam entre mediterrânico, no extremo sul, na região do Cabo, à desértico, no noroeste. No Drakensberg há áreas com clima de montanha e neve nos pontos mais elevados, comumente no inverno. Todavia, destaca-se o clima temperado.
A África do Sul tem onze línguas oficiais: africâner, inglês, ndebele, sesotho do norte, sesotho do sul, swazi, tswana, tsonga, venda, xhosa e zulu. Apesar de todas as línguas serem formalmente iguais, algumas são faladas mais do que outras. O inglês é reconhecido como a língua do comércio e da ciência.
O país também reconhece oito outros idiomas não-oficiais: fanagalo, khwe, lobedu, nama, ndebele do norte, phuthi, san e a língua gestual sul-africana.
A maior parte da população é classificada como “africana” ou “negra”, mas esse grupo populacional não é culturalmente e/ou linguisticamente homogêneo. Os principais grupos étnicos negros incluem os zulus, xhosas, basothos (basotho do sul), bapedi (basotho do norte), vendas, tswanas, tsongas, suázis e ndebeles, os quais falam as línguas bantu.
A população coloured (multirraciais) está concentrada principalmente na região do Cabo e vem de uma combinação de origens étnicas, como os brancos, khois, sans, griquas, chineses e malaios.
Os sul-africanos brancos são principalmente descendentes de holandeses, alemães, franceses huguenotes, britânicos e outros colonos europeus e judeus. Cultural e linguisticamente, eles são divididos em africânderes, que falam africâner, e os grupos de brancos anglófonos. A população branca tem diminuído, devido à baixa taxa de natalidade e à emigração. Entre os fatores que influem na decisão dessa população de emigrar, muitos citam a elevada taxa de criminalidade e as políticas de ação afirmativa do governo.
A África do Sul abriga, ainda, uma considerável população de refugiados e requerentes de asilo.
Das religiões, pode-se citar como as principais: Cristianismo, Religiões tradicionais africanas, Islamismo, Hinduísmo e Judaísmo.
No que se refere à politica, o país tem três capitais: Cidade do Cabo, capital legislativa; Pretória, capital administrativa, e Bloemfontein, capital judiciária. É uma democracia constitucional, na forma de uma república parlamentar. Ao contrário da maioria das repúblicas parlamentares, os cargos de chefe de Estado e chefe de governo são mesclados em um presidente dependente do parlamento. Este é bicameral composto pelo Conselho Nacional de Províncias (câmara alta), com 90 membros, e pela Assembleia Nacional (câmara baixa), com 400 membros.
Os membros da Câmara dos Deputados são eleitos numa base populacional por representação proporcional: metade dos membros é eleito por listas nacionais e a outra metade é eleita em listas provinciais. Dez membros são eleitos para representar cada província no Conselho Nacional das Províncias, independentemente da população da província. Eleições para ambas as câmaras são realizadas a cada cinco anos. O governo é formado na casa mais baixa, e o líder do partido maioritário na Assembleia Nacional é o presidente.
Com um PIB (Produto Interno Bruto) de US$ 578,6 bilhões (2012), a África do Sul possui a economia mais desenvolvida do continente africano. Sozinha, representa cerca de 25% do PIB do continente. Possui uma economia de mercado e nos últimos anos tem recebido em grande volume de investimentos de capitais internacionais.
Pela classificação da ONU a África do Sul é um país de renda média, com uma oferta abundante de recursos, com bem desenvolvidos setores financeiro, jurídico, de comunicações, energia e transportes. Possui uma bolsa de valores que está entre as vinte melhores do mundo e uma moderna infraestrutura de apoio à distribuição eficiente das mercadorias em grandes centros urbanos em toda a região.
Seus principais parceiros comerciais internacionais, além de outros países africanos, incluem a Alemanha, os Estados Unidos, a China, o Japão, o Reino Unido e a Espanha. As principais exportações do país incluem o milho, diamantes, frutas, ouro, açúcar, metais, minerais, e lã. Máquinas e equipamentos de transporte constituem mais de um terço do valor das importações do país. Outras importações incluem produtos químicos, produtos manufaturados e petróleo.
O desenvolvimento avançado do país está, no entanto, concentrado em torno de quatro áreas: Cidade do Cabo, Port Elizabeth, Durban e Pretória/Johannesburg. Fora destes quatro centros econômicos, o desenvolvimento é limitado e a pobreza ainda é prevalente, apesar dos esforços do governo.
Com elevados níveis de desemprego entre os pobres sul-africanos, a xenofobia é prevalente e muitas pessoas nascidas na África do Sul se sentem ressentidas com os imigrantes que são vistos como pessoas que privam a população nativa de postos de trabalho.
O país enfrenta, ainda, problemas como a criminalidade, a corrupção e a epidemia de HIV/AIDS. Segundo uma pesquisa elaborada pela ONU no período de 1998-2000, a África do Sul foi classificada em segundo lugar em assassinatos e em primeiro para assaltos e estupros per capita.
Referências
Sua pesquisa. Disponível em: link. Acesso em: 11 dez. 2014.
Wikipédia. Disponível em: link. Acesso em: 11 dez. 2014.
