Os padrões de consumo do brasileiro transformaram-se visivelmente nos últimos anos com a sofisticação e a incorporação de novos de critérios.
O consumo eletrônico bem como as sociabilidades emergentes ensejou a tomada de decisão orientada pelo testemunho dos consumidores em sites e canais de relacionamento virtual. Assim, ampliaram-se as estratégias e o estimulo ao registro de opinião do cidadão comum sobre suas estratégias de qualificação de um produto ou serviço.
Em virtude das alterações no quadro de consumo no país e das mudanças nas estratégias em relação à compreensão das alterações no perfil de consumo busca-se, nesse estudo compreender os elementos socioculturais que compõem os novos padrões de consumo de bens materiais industrializados e imateriais e de que modo as dimensões simbólicas negociadas no contexto digital integram a composição dos critérios atribuição de qualidade ao produto. Trata-se apenas da ampliação dos padrões culturais dos consumidores? Qual é a dimensão semiótica do atributo de qualidade e como ele é negociado e percebido pelo consumidor?
Essas são questões fundamentais para compreender a movimentação dos sujeitos comuns no contexto da sociedade da informação identificando os novos agenciamentos de seus padrões de consumo de produtos, bens e serviços e as conexões estabelecidas entre as instâncias simbólicas e materiais.
